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parto ativo 1É o tipo de parto onde a mulher-mãe-parturiente permanece no controle da situação, como artista principal e não como coadjuvante, para tanto no controle do seu corpo, sem medicamentos, drogas, nem intervenções.

Ativa e decidida.

Na verdade é o parto mais natural, onde a parturiente permanece ativa, mudando de posições, andando, sentando, inclinando, ficando de cócoras, deitando, entrando no chuveiro, na banheira, pendurando em algo, enfim, buscando alternativas de alívio das dores.

 

A experiência do parto é uma das mais importantes na vida de uma mulher e acreditamos que um parto totalmente natural, aprimora a transformação de uma mulher em mãe, amadurece-a. um parto é um rito de passagem a maturidade. Tem mulheres que no momento da expulsão, na saída da cabeça, sentiram um que de prazer, algumas referem mesmo um orgasmo nesta hora. Muitas referem depois de meses do parto, uma melhora de sua sexualidade, tanto em qualidade como em profundidade. parto ativo 2


Um aspecto importante é o ambiente, pois este influencia diretamente o emocional e portanto o desenrolar do parto. Temos que ter um ambiente de acordo com a vontade da parturiente. Normalmente com pouca luz, silencio ou musica leve de relaxamento, poucas pessoas. Podemos adaptar este ambiente em um quarto de hospital, onde levamos um CD player, óleos para massagem, bola suíça, e a presença de uma doula (http://www.doulas.com.br/). Esta ultima é uma presença feminina que muito ajuda o desenrolar do parto. Normalmente exercida por uma mulher, que depois de sua experiência de parto se interessou em ajudar mulheres a terem boa experiência de parto.

parto ativo 3Um parto ativo com um final feliz.

Um parto ativo não acontece por acaso, deve haver uma preparação durante o pré-natal. O parto ativo se inicia na mente da grávida, que vai buscar ajuda, leitura e tomada de consciência que terá de passar por um desafio, um obstáculo. Comparamos o parto a escalar uma montanha. Ninguém escala sem a devida preparação, sem as devidas ferramentas: mochila, água, tênis, martelinho, cordas, etc. Deve-se preparar fisicamente, ter resistência para agüentar, principalmente os últimos metros, que são os mais difíceis. O preparo da grávida é exercício, alongamento, Pilates, caminhada, hidroginástica, yoga diariamente, relaxamento, respiração, e auto-conhecimento. Freqüentar um grupo de grávidas pode ajudar em muito nisto tudo.

As leituras de internet e de livros também podem ajudar. Recomendamos:

  • Parto Ativo, editora Ground, Janet Balaskas, tradução de Adailton Salvatore Meira.
  • A cientificação do parto, Michel Odent (contatar marcos@abe.org.br)
  • Se me contassem o parto, F Leboyer.
    Nascer sorrindo. F Leboyer.
  • Parto de cócoras, editora brasiliense. Moyses Paciornik.
  • O parto na água – um guia para pais e parteiros. Editora Manolo. Cornelia Enning.
  • Parto normal ou cesaria. Simone Diniz. Editora UNESP.
  • O renascimento do parto. Michel Odent.

parto ativo 5Outro aspecto importante é o hospital onde vai dar à luz. Se for hospital publico veja bem o ambiente de parto, procure ver as condutas básicas se fazem tricotomia (raspagem dos pelos) enteroclisma ou clister (lavagem intestinal) e o parto acontece em posição ginecológica ou não. Se for em clinica privada, procure discutir com seu medico situações de limite como bolsa rota, gestação a termo, colo impróprio (fechado) qual é a conduta? Outra situação, pos datismo, até quando ele espera e o que faz primeiro, indução ou cesariana direto. Se puder conversar na sala de espera veja outras grávidas o que tiveram como tipo de parto. Procure enquanto é tempo.

Nunca me esqueço de uma gestante que chegou para mim com 38 semanas, direto do consultório do seu outro prenatalista que indicou uma cesaria naquele dia pois o seu bebê estava com o cordão enrolado no pescoço em duas voltas. Veio me perguntar o que eu achava disto? Bem eu lhe disse que circular de cordão não é indicação de cesariana por si só. Deve entrar em trabalho de parto e se tudo corre bem, um parto com o expulsivo o mais breve possível. Ela resolveu mudar. E uma semana depois entrou em trabalho de parto. Junto com a assistência de uma doula, chegamos à dilatação total, quando ela pediu um analgesia, que foi atendida. Depois disto parou a progressão do parto, e ficou sentada no banquinho de parto por 2 horas até vencer a resistência do rebordo de colo e as contrações voltarem a ficar fortes e progrediu o parto. No momento do nascimento apliquei um vácuo-extrator para abreviar (para o bebê não ficar parado no períneo) e teve um parto normal. Recentemente terve o seu segundo filho, sem analgesia e foi muito mais rápido, e, segundo ela, não doeu tanto assim. Foi um parto ativo e rápido.

Este é o sonho de muitas mulheres, devemos acreditar nele e se preparar para eventuais mudanças nos planos.parto ativo 4

 

 

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